quarta-feira, 15 de julho de 2009

Com tudo, com tudo...Eu amo a profissão!



Contam os alfarrábios que quando Deus liberou para os homens o conhecimento sobre a informação, determinou que aquele 'privilégio' iria ficar restrito a um grupo muito pequeno de pessoas. Mas neste pequeno grupo, onde todos se acham 'semideuses', já havia aquele que iria trair as determinações divinas. Aí aconteceu o pior! Deus, bravo com a traição, resolveu fazer valer alguns dos mandamentos do jornalista:

1º) Não terás vida pessoal, familiar ou sentimental.
2º) Não terás feriado, fins de semana ou qualquer outro tipo de folga.
3º) Estarás condenado ao eterno cansaço físico e mental.
4º) Terás gastrite, se tiveres sorte. Se fores como a maioria, terás úlcera, pressão alta, princípios de enfarte, estresse e depressão. E, perto de se aposentar, terás câncer.
5º) A pressa será tua sombra e tuas refeições principais serão o lanche da padaria da esquina, a pizza do pescoção ou uma coxinha comprada no buteco mais próximo do local onde realizarás as reportagens.
6º) Teus cabelos ficarão brancos antes do tempo; se te sobrarem cabelos.
7º) Tua sanidade mental será posta em xeque antes de completares cinco anos de trabalho.
8º) Ganharás muito pouco, não terás promoção, não terás perspectiva de melhoria e não receberás elogios de seus superiores e leitores. Porém, as cobranças serão duras, cruéis e implacáveis.
9º) Trabalho será teu assunto preferido; talvez o único.
10º) A máquina de café será tua melhor colega de trabalho; a cafeína, porém, não fará mais efeito.
11º) Os butecos que ficam abertos de madrugada serão tua única diversão e somente neles poderás encontrar malucos iguais a ti.

12º) Terás pesadelos freqüentes com horários de fechamento, palavras escritas erradas, reclamações de leitores, matérias intermináveis, processos, gritos ao telefone... E, não raro, isso acontecerá durante o período de férias.
13º) Tuas olheiras e mau humor serão teus troféus de guerra.
14º) Por mais que sejas um profissional ético, serás visto na rua como um canalha.

15º) E, apesar de tudo isso, haverá uma legião de “focas” querendo ocupar o seu lugar

Só mesmo sendo insana...Como eu!
Louca por ti Jornalismo!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Ajudar é preciso!

Não custa nada e nem dói galera! Vamos ajudar a quem precisa, e se de qualquer forma ñ puder mesmo, ao menos divulguem este blog, já vai ser de grande valia!

Obrigada a todos!

http://www.operacaosorriso.blogspot.com/

terça-feira, 16 de junho de 2009

Ler devia ser proibido!

A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.
Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.
Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.
Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?
Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.
Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.
Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular um curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.
Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.
O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?
É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova... Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.
Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.
Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.
Além disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias, tantos outros sentimentos... A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.
Ler pode tornar o homem perigosamente humano.

Guiomar de Grammon

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Leitura, um vício

Gente olhem que lindo esse pequeno texto. Diz tudo. Absolutamente. E pra quem gosta, é um prato cheio.
Boa leitura!

"Pra mim, livro é vida; desde que eu era muito pequena os livros me deram casa e comida.

Foi assim: eu brincava de construtora, livro era tijolo; em pé, fazia parede, deitado, fazia degrau de escada; inclinado, encostava num outro e fazia telhado.

E quando a casinha ficava pronta eu me espremia lá dentro pra brincar de morar em livro.

De casa em casa eu fui descobrindo o mundo (de tanto olhar pras paredes). Primeiro, olhando desenhos; depois, decifrando palavras.

Fui crescendo; e derrubei telhados com a cabeça.

Mas fui pegando intimidade com as palavras. E quanto mais íntimas a gente ficava, menos eu ia me lembrando de consertar o telhado ou de construir novas casas. Só por causa de uma razão: o livro agora alimentava a minha imaginação.

Todo dia a minha imaginação comia, comia e comia; e de barriga assim toda cheia, me levava pra morar no mundo inteiro: iglu, cabana, palácio, arranha-céu, era só escolher e pronto, o livro me dava.

Foi assim que, devagarinho, me habituei com essa troca tão gostosa que – no meu jeito de ver as coisas – é a troca da própria vida; quanto mais eu buscava no livro, mais ele me dava.

Mas, como a gente tem mania de sempre querer mais, eu cismei um dia de alargar a troca: comecei a fabricar tijolo pra – em algum lugar – uma criança juntar com outros, e levantar a casa onde ela vai morar."

Livro: a troca

Lygia Bojunga Nunes

quarta-feira, 3 de junho de 2009

A constante obscuridade do ser

Parece um tanto quanto singular pensar na complexidade do SER. Mais alheio ainda imaginar que sempre teremos algo a esconder. E pondo-me a pensar sobre o tema cheguei a dedução que isso faz-se valer a todos. Absolutamente ninguém está livre de se mostrar hoje isto e amanha aquilo. Somos os mesmo, com nossos conceitos e valores, mas dependendo das circunstancias ou pessoas nos apresentamos desta ou daquela maneira. Nunca mostramos quem realmente somos.
E é tomando como base o estudo de um filosofo alemão do século XX, Heidegger, que tiro estas conclusões.
Partindo da ideia de FENOMENOLOGIA (fenomeno= o que aparece, então, conhecimento que aparece através do discurso), entende-se que não tem como deixar que as "coisas" apareçam tal qual elas são. Nada aparece realmente como é.
O SER, é uma possibilidade sempre (pois não temos como prever o futuro), posto que somos todos o que há de ser. Jamais estaremos prontos e acabados. Teremos ao longo da vida sempre novas experiências e conhecimentos para acrescentar em nós. Sempre terá um espaço a ser preenchido. Por isso, o ser está sempre sujeito ao VELAMENTO (desvelamento = mostrar, revelar; logo velamento= esconder, ocultar).
Se o SER é possibilidade, como disse antes, o que ele vai vir a ser está velado, oculto. Não se sabe. Então quando o ser se manifesta, e em todas as situações será sempre assim, algo se mostra e algo se vela. Nada mais natural. Faz parte da essência do homem.
E o que se mostra?
Está parte que estará a mostra é o ENTE, que é o próprio SER, que é multifacetado, que é a possibilidade. E tendo em vista o ENTE, que é o que nos permite dizer a frase " a 1º impressão é a que fica", que é o que nos permite julgar pela aparência, outros aspectos desta personalidade se velam.
O desvelamento é gradual. Manifesta-se parcialmente.
Chego ao fim deste post um tanto quanto didático reforçando um pensamento que venho sustentado já há algum tempo, que é observar, conhecer, ir o mais fundo que se puder ir, antes de tirar qualquer tipo de conclusão seja sobre pessoas ou sobre coisas. Seja sobre lugares ou ideias. Jamais julgue um livre pela capa.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Enfim o recomeço

Engraçado, tive mesmo a sensação nesta semana que não iria suportar tamanha dor. Dor que meu coração sentia e parecia que estava sendo esmigalhado. Doeu a beça. E não estou aqui dizendo que não sinto mais dor, sinto sim. Mas agora ela vem mais suave, menos constante e com lembraças pra lá de lindas e engraçadas.
Hoje sinto que as coisas sempre, mas sempre mesmo, têm um lado bom. E que pior que suportar a falta é suportar o sofrimento de alguem que amamos. As coisas começam a voltar para o seu devido lugar, claro que com um espaço que fica parte em branco. Mas voltam. Acertam-se. Começam de novo.
E digo que hoje estou feliz. Parei e analizei tudo o que tem me acontecido. E entendi que com sofrimento se cresce. "A dor purifica a alma". E não é que é verdade?! Sinto-me leve, calma, e cheia de esperança.
Estou começando um novo ciclo em minha vida. Ciclo este onde venho conhecendo pessoas e vivenciando momentos muitissimos especiais. Estou adorando!
E é por ai mesmo. Vida que segue. E apesar das advercidades sei que a vida ainda me reserva coisas e esperiencias surreais. Eu creio.
E mais uma vez terei de dizer que, agora so me falta um namorado!rs!
Bem é isso. Fico por aqui.
E como todos já estão cansados de saber, aqui em baixo posto um texto, ou música ou qualquer coisa que tenha lido nos ultimos tempos e gostado. E hoje (mais uma vez também!rs!) postarei um texto nada a ver com meu post. É uma música. E porque?
Simplesmente porque somente hoje já a escutei 5 vezes. E não porque coloquei no repet e sim porque tocava sempre que mexia no dial do meu cel. Coincidencia ou não a letra é linda e espero em breve canta-la à alguém(oh carencia!) !rs! Lá vai.


Halo

"Remember those walls I built
Well baby they're tumbling down
And they didn't even put up a fight
They didn't even make a sound
I found a way to let you in
But I never really had a doubt
Standing in the light of your halo
I got my angel now

It's like I've been awakened
Every rule I had you breaking
It's the risk that I'm taking
I ain't never gonna shut you out

Everywhere I'm looking now
I'm surrounded by your embrace
Baby I can see your halo
You know you're my saving grace
You're everything I need and more
It's written all over your face
Baby I can feel your halo
Prey it won't fade away

I can feel your halo, halo, halo
Can see your halo, halo, halo
Can feel your halo, halo, halo
Can see your halo, halo, halo

Hit me like a ray of sun
Burning through my darkest night
You're the only one that I want
Think I'm addicted to your light
I swore I'd never fall again
But this don't even feel like falling
Gravity can't forget
To pull me back to the ground again

Feels like I've been awakened
Every rule I had you breaking
It's the risk that I'm taking
I'm never gonna shut you out

Everywhere I'm looking now
I'm surrounded by your embrace
Baby I can see your halo
You know you're my saving grace
You're everything I need and more
It's written all over your face
Baby I can feel your halo
Prey it won't fade away

I can feel your halo, halo, halo
Can see your halo, halo, halo
Can feel your halo, halo, halo..."

Composição de Knowles, Tedder, Evan "Kidd" Bogart
Interpretada por Beyoncè





domingo, 17 de maio de 2009

|Dor|


Faleceu, na noite desse sábado, mais uma vitima da explosão da  lanchonete em Maria da Graça, subúrbio do Rio. Juliana Schroeder de 17 anos, estava internada no Hospital Salgado filho desde o dia do incidente, 27 de Abril. 

Não dizem que temos que ser imparciais?
Objetivos?
Mas no momento tive mesmo é que ser forte. Juliana Schoroeder, minha prima.
Uma menina cheia de sonhos, planos que foram bruscamente limados por imprudência ou destino ou seja la o que for.
O que sei agora é que dói. E dói muito. Uma dor desmedida. Uma dor que não vai passar.
Hoje, a minha gargalhada sempre tão alta e escandalosa chora e meu coração sangra. Embora junto com ela foi um pedaço meu. E em mim fica uma imensa saudade do seu sorriso.  
Neste momento eu precisava mais do que nunca escrever. E pôr pra fora o que se passa aqui dentro. Essa tristeza de perder, e perder é coisa que nunca fiz bem. Tristeza do nunca mais ver. Tristeza que me consome este lindo domingo de sol, mas que para mim perdeu toda a sua graça.
Quero também aqui aproveitar pra agradecer toda a força que meus amigos estão me dando, seja por telefone, por msn, orkut, vindo aqui em casa. Brigadão mesmo!
Eu estou muito triste.
Eu precisava escrever.