sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Vou esperar você chegar...

Não sei quem você é, não sei de onde vem e muito menos pra onde vai. Eu nunca te vi, nem mesmo sei como é teu rosto. Teu sorriso. Teu cheiro. Eu não te conheço. Só sei que você existe e neste mesmo momento pensa em mim e espera ansioso até o dia em que enfim o destino vai parar de nos pregar peças e nos deixar ser felizes para sempre de uma vez. Eu não te conheço...Mas to esperando você chegar...





"Voe por todo mar, e volte aqui...

Voe por todo mar, e volte aqui... Pro meu peito.

Se você for, vou te esperar

Com pensamento que só fica em você

Aquele dia, um algo mais

Algo que eu não poderia prever.

Você passou perto de mim

Sem que eu pudesse entender

Levou os meus sentidos todos pra você

Mudou a minha vida e mais

Pedi ao vento pra trazer você aqui

Morando nos meus sonhos e na minha memória

Pedi ao vento pra trazer você pra mim

Vento traz você de novo

Vento faz do meu mundo novo

E voe por todo o mar e volte aqui...

E voe por todo mar, e volte aqui... Pro meu peito..."

Por Jota Quest

Vento

sábado, 1 de agosto de 2009

Reflexões de uma pequena grande mulher em crescimento constante...


Como sempre e mais uma vez lá vem eu chorar aqui a falta que sinto de escrever. E derreter-me de elogios aos benefícios que esta pratica me trás. É que ando mesmo sem tempo, como já disse. Trabalhando muito, acordando cedo e dormindo muito tarde, coisa de jornalista mesmo.
Estamos no fim das férias e as coisas prometem esquentar nesse novo período que se aproxima. As coisas estão mudando e entrando nos eixos. Tudo encontrando seu devido lugar. Inclusive eu.
Sinto que estou amadurecendo e comigo, minhas ideias, meus conceitos, meus conhecimentos, meus tabus, meus valores, absolutamente tudo.
Sinto-me pronta para encarar desafios novos, chegar a lugares desconhecidos, e assumo que essa expectativa no por vir me excita.
Sinto também que irremediavelmente o tempo passa e a gente envelhece, e percebo que enfim terminou minha adolescencia, porque agora começaram minhas responsabilidades. E que ainda sendo muito jovem, posso enxergar esboços de mini rugas nos cantos dos olhos o que ao invés de me assustar me impulsionam com toda força cada vez mais para frente, cada vez mais longe. Sinto-me além e antes de tudo segura em vários aspectos, tanto quanto profissional, como pessoal, e principalmente como sexo forte do qual faço parte. Constato que tudo o que existe faz parte sim de uma eterna evolução.
E dou inicio a esta nova fase da minha vida cheia de projetos, de sonhos. Cheia de garra e esperança. Encerro mais este ciclo da minha vida feliz!
E como sócia maioritária deste blog sinto-me na obrigação de arrumar, no meio de tanta correria destes dias modernos, tempo para parar e repensar sobre mim mesma. E isso faço muito melhor quando escrevo aqui. Consigo reorganizar minha cabecinha um tanto quanto confusa as vezes. E é escrevendo que me desestresso. Que me relaxo. Um dos meus prazeres favoritos.
Estou liberta de preconceitos e com os olhinhos brilhantes de tanta alegria. Alegria esta que vem se tornado uma constante neste meu novo momento.
E sigo sempre avante! Caindo e levantando, sabendo ganhar e aprendendo muito com as perdas.

Descobri que estou mesmo crescendo.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Com tudo, com tudo...Eu amo a profissão!



Contam os alfarrábios que quando Deus liberou para os homens o conhecimento sobre a informação, determinou que aquele 'privilégio' iria ficar restrito a um grupo muito pequeno de pessoas. Mas neste pequeno grupo, onde todos se acham 'semideuses', já havia aquele que iria trair as determinações divinas. Aí aconteceu o pior! Deus, bravo com a traição, resolveu fazer valer alguns dos mandamentos do jornalista:

1º) Não terás vida pessoal, familiar ou sentimental.
2º) Não terás feriado, fins de semana ou qualquer outro tipo de folga.
3º) Estarás condenado ao eterno cansaço físico e mental.
4º) Terás gastrite, se tiveres sorte. Se fores como a maioria, terás úlcera, pressão alta, princípios de enfarte, estresse e depressão. E, perto de se aposentar, terás câncer.
5º) A pressa será tua sombra e tuas refeições principais serão o lanche da padaria da esquina, a pizza do pescoção ou uma coxinha comprada no buteco mais próximo do local onde realizarás as reportagens.
6º) Teus cabelos ficarão brancos antes do tempo; se te sobrarem cabelos.
7º) Tua sanidade mental será posta em xeque antes de completares cinco anos de trabalho.
8º) Ganharás muito pouco, não terás promoção, não terás perspectiva de melhoria e não receberás elogios de seus superiores e leitores. Porém, as cobranças serão duras, cruéis e implacáveis.
9º) Trabalho será teu assunto preferido; talvez o único.
10º) A máquina de café será tua melhor colega de trabalho; a cafeína, porém, não fará mais efeito.
11º) Os butecos que ficam abertos de madrugada serão tua única diversão e somente neles poderás encontrar malucos iguais a ti.

12º) Terás pesadelos freqüentes com horários de fechamento, palavras escritas erradas, reclamações de leitores, matérias intermináveis, processos, gritos ao telefone... E, não raro, isso acontecerá durante o período de férias.
13º) Tuas olheiras e mau humor serão teus troféus de guerra.
14º) Por mais que sejas um profissional ético, serás visto na rua como um canalha.

15º) E, apesar de tudo isso, haverá uma legião de “focas” querendo ocupar o seu lugar

Só mesmo sendo insana...Como eu!
Louca por ti Jornalismo!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Ajudar é preciso!

Não custa nada e nem dói galera! Vamos ajudar a quem precisa, e se de qualquer forma ñ puder mesmo, ao menos divulguem este blog, já vai ser de grande valia!

Obrigada a todos!

http://www.operacaosorriso.blogspot.com/

terça-feira, 16 de junho de 2009

Ler devia ser proibido!

A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.
Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.
Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.
Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?
Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.
Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.
Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular um curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.
Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.
O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?
É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova... Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.
Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.
Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.
Além disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias, tantos outros sentimentos... A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.
Ler pode tornar o homem perigosamente humano.

Guiomar de Grammon

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Leitura, um vício

Gente olhem que lindo esse pequeno texto. Diz tudo. Absolutamente. E pra quem gosta, é um prato cheio.
Boa leitura!

"Pra mim, livro é vida; desde que eu era muito pequena os livros me deram casa e comida.

Foi assim: eu brincava de construtora, livro era tijolo; em pé, fazia parede, deitado, fazia degrau de escada; inclinado, encostava num outro e fazia telhado.

E quando a casinha ficava pronta eu me espremia lá dentro pra brincar de morar em livro.

De casa em casa eu fui descobrindo o mundo (de tanto olhar pras paredes). Primeiro, olhando desenhos; depois, decifrando palavras.

Fui crescendo; e derrubei telhados com a cabeça.

Mas fui pegando intimidade com as palavras. E quanto mais íntimas a gente ficava, menos eu ia me lembrando de consertar o telhado ou de construir novas casas. Só por causa de uma razão: o livro agora alimentava a minha imaginação.

Todo dia a minha imaginação comia, comia e comia; e de barriga assim toda cheia, me levava pra morar no mundo inteiro: iglu, cabana, palácio, arranha-céu, era só escolher e pronto, o livro me dava.

Foi assim que, devagarinho, me habituei com essa troca tão gostosa que – no meu jeito de ver as coisas – é a troca da própria vida; quanto mais eu buscava no livro, mais ele me dava.

Mas, como a gente tem mania de sempre querer mais, eu cismei um dia de alargar a troca: comecei a fabricar tijolo pra – em algum lugar – uma criança juntar com outros, e levantar a casa onde ela vai morar."

Livro: a troca

Lygia Bojunga Nunes

quarta-feira, 3 de junho de 2009

A constante obscuridade do ser

Parece um tanto quanto singular pensar na complexidade do SER. Mais alheio ainda imaginar que sempre teremos algo a esconder. E pondo-me a pensar sobre o tema cheguei a dedução que isso faz-se valer a todos. Absolutamente ninguém está livre de se mostrar hoje isto e amanha aquilo. Somos os mesmo, com nossos conceitos e valores, mas dependendo das circunstancias ou pessoas nos apresentamos desta ou daquela maneira. Nunca mostramos quem realmente somos.
E é tomando como base o estudo de um filosofo alemão do século XX, Heidegger, que tiro estas conclusões.
Partindo da ideia de FENOMENOLOGIA (fenomeno= o que aparece, então, conhecimento que aparece através do discurso), entende-se que não tem como deixar que as "coisas" apareçam tal qual elas são. Nada aparece realmente como é.
O SER, é uma possibilidade sempre (pois não temos como prever o futuro), posto que somos todos o que há de ser. Jamais estaremos prontos e acabados. Teremos ao longo da vida sempre novas experiências e conhecimentos para acrescentar em nós. Sempre terá um espaço a ser preenchido. Por isso, o ser está sempre sujeito ao VELAMENTO (desvelamento = mostrar, revelar; logo velamento= esconder, ocultar).
Se o SER é possibilidade, como disse antes, o que ele vai vir a ser está velado, oculto. Não se sabe. Então quando o ser se manifesta, e em todas as situações será sempre assim, algo se mostra e algo se vela. Nada mais natural. Faz parte da essência do homem.
E o que se mostra?
Está parte que estará a mostra é o ENTE, que é o próprio SER, que é multifacetado, que é a possibilidade. E tendo em vista o ENTE, que é o que nos permite dizer a frase " a 1º impressão é a que fica", que é o que nos permite julgar pela aparência, outros aspectos desta personalidade se velam.
O desvelamento é gradual. Manifesta-se parcialmente.
Chego ao fim deste post um tanto quanto didático reforçando um pensamento que venho sustentado já há algum tempo, que é observar, conhecer, ir o mais fundo que se puder ir, antes de tirar qualquer tipo de conclusão seja sobre pessoas ou sobre coisas. Seja sobre lugares ou ideias. Jamais julgue um livre pela capa.